Eletromagnetismo: a poluição silenciosa e invisível
1) Eletromagnetismo: a poluição silenciosa e invisível
Cientistas dizem que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos
pode causar depressão psíquica ou até mesmo favorecer
o surgimento de câncer.
2)Poluição eletromagnética e irradiações geofísicas
3) TRANSFORMADORES DE POSTES DE RUA
4) MODEMS de ADSL do Tipo WIRELESS
5) SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS
6) TORRES DE ALTA TENSÃO
7) ANTENAS DE CELULAR
APARELHOS CELULARES
9)COBERTORES ELÉTRICOS E RÁDIOS RELÓGIO
10} POLUIÇÃO ELETRÔNICA ou Invisible smog ( fumaça invisível )
11)80% das pessoas que morreram de cânceres relacionados à radiação eletromagnética – emitida pelos celulares – moravam a cerca de 500 metros de distância de alguma antena
Brasília – O excesso de ondas eletromagnéticas emitidas por equipamentos elétricos e eletrônicos produz um tipo de poluição imperceptível capaz de influenciar o comportamento celular do organismo humano, danificar aparelhos elétricos e até desorientar o vôo de algumas aves. Ninguém pode vê-la, mas a poluição eletromagnética está espalhada por toda à parte, ocupando o espaço e atravessando qualquer tipo de matéria viva ou inorgânica.
Nas últimas décadas, a tecnologia moderna desenvolveu vários emissores de radiação que são largamente empregados em redes de infra-estrutura elétrica e de telecomunicações. Redes de transmissão de energia, torres de alta tensão, antenas de televisão, de rádio e de telefonia celular, computadores, televisores, microondas e aparelhos celulares, expandiram os campos eletromagnéticos que podem vencer diversos obstáculos físicos, como gases, atmosfera, água e paredes.
Gerada por partículas carregadas – prótons e elétrons – em movimento acelerado, este tipo de onda compreende faixas extensas de energia que variam de acordo com sua freqüência – velocidade com que uma onda oscila num determinado intervalo de tempo – e é isso que diferencia uma onda da outra. Quanto mais alta for essa freqüência mais energética é a onda. Assim, “o ambiente eletromagnético é formado pela propagação de ondas eletromagnéticas geradas por todos os equipamentos elétricos e eletrônicos”, explica o engenheiro Gláucio Santos do departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica (Poli) da USP, lembrando que existem, também, as fontes naturais, como as descargas atmosféricas.
O corpo humano também irradia ondas eletromagnéticas em freqüências baixíssimas de infravermelho que são produzidas pelo calor do próprio corpo, composto por células carregadas de átomos e elétrons. É a vibração dessas células que permite a realização de exames como a tomografia, por exemplo.
A emissão de radiação também é resultado deste movimento de partículas e sua intensidade está diretamente relacionada ao comprimento da onda, que e é classificada segundo o valor de sua freqüência. Os riscos de câncer, por exemplo, são oferecidos por radiações do tipo ionizante, capazes de produzir íons e de dissociar átomos e moléculas. Os aparelhos de raios-X emitem essa forma de radiação, diferentemente da radiação não-ionizante lançada por aparelhos eletrônicos e celulares.
Alguns cientistas defendem a tese que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos pode causar depressão psíquica ou até mesmo provocar a redução dos glóbulos vermelhos e o aumento dos glóbulos brancos, favorecendo o surgimento de um câncer. Mas a extensão dos danos provocados pela poluição eletromagnética ainda é uma grande polêmica no meio científico.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou um comitê internacional para estudar os efeitos da radiação gerada pelos campos magnéticos sobre a saúde e o meio ambiente. A comissão deve divulgar um aparecer sobre o assunto até o final de 2005, mas, até lá, a polêmica continuará dominando a questão e a preocupação com os possíveis efeitos das ondas eletromagnéticas continuará no centro de discussões científicas.
Os próprios estudos realizados para comprovar os males causados por celulares e antenas de telefonia celular são motivos de controvérsia entre os cientistas. Os ligados à Universidade de Warnick (Londres), por exemplo, afirmam que a radiação produzida pelos celulares pode causar danos ao cérebro, afetando a memória recente e provocando dores de cabeça. Eles recomendam que o aparelho seja usado moderadamente para evitar prejuízos à saúde.
Outras correntes de especialistas contestam o resultado da pesquisa, mas todos reconhecem que o excesso de ondas pode alterar o funcionamento de equipamentos eletrônicos quando muito próximos uns dos outros. É por isso que a imagem do televisor pode embaralhar quando alguém liga o liquidificador ou o toque do telefone celular interfere na imagem do monitor do computador quando localizados muito próximos.
Por via das dúvidas, os especialistas recomendam que o telefone celular seja utilizado de preferência em lugares abertos, que televisores e computadores fiquem fora do quarto de dormir e que o usuário não fique próximo ao aparelho de microondas quando acionado. Embora eles sejam blindados, nunca é de mais manter a precaução.
A radiação emitida pelo forno de microondas atua exclusivamente sobre as moléculas de água existentes nos alimentos, que são aquecidos pela energia resultante da vibração dessas partículas. Como o organismo humano tem alta porcentagem de água, ele pode ser afetado pela radiação. A blindagem que os envolve é exatamente para evitar que as radiações internas escapem para o exterior. Além disso, a porta é dotada de um dispositivo de segurança que interrompe o funcionamento se ela for aberta durante o uso.
De acordo com alguns pesquisadores, pelo menos uma doença já pode ser diretamente relacionada à excessiva exposição às ondas eletromagnéticas emitidas pelo computador: a Lesão por Esforço Repetitivo – ou simplesmente LER. Segundo a argumentação, antes dos computadores, as pessoas digitavam horas em máquinas de escrever e não desenvolviam a doença, portanto, a conclusão é de a LER é uma patologia “hig tech” provocada pela exposição constante e pela proximidade com o campo magnético gerado pelo computador.
Algumas espécies de aves, como o pombo-correio, por exemplo, também sofrem com a poluição eletromagnética. Isso porque uma das teses sobre como que ele se orienta durante o vôo para achar o caminho correto para voltar para casa defende que essa orientação é feita pelas ondas eletromagnéticas dos pólos da Terra. Mesmo a quilômetros de distância, as aves sempre voltam ao local onde nasceram ou foram criadas.
O pombo-correio é capaz de localizar seu ponto de regresso mesmo de olhos vendados, mas tem dificuldade de se orientar em regiões com grande campo magnético, onde existem muitas linhas de energia elétrica e antenas de telecomunicações. Não é raro, por exemplo, se encontrar pombos-correio “perdidos” nas proximidades da avenida Paulista, no centro de São Paulo, onde existe uma concentração de antenas de rádio, televisão, celulares e para a recepção de sinais de satélites de comunicação. Algumas pesquisas realizadas no exterior mostraram que essas aves costumam “perder a rota” quando se cria um campo magnético por meio de um imã colocado em suas costas.
Pesquisa conduzida por Gláucio Santos entre 1998 e 2002 em diversos locais da cidade de São Paulo e no interior do estado mostrou que nos últimos três anos houve um aumento de cerca de 80% na intensidade dos campos magnéticos em alguns pontos verificados. Ele considera a cidade a que mais apresenta regiões com concentração de campos eletromagnéticos na América do Sul.
Segundo o professor Leonardo Menezes, do departamento de Engenharia da Universidade de Brasília (UnB), ninguém conhece com certeza os males que essa forma de radiação pode provocar no ser humano, mas todos sabem que elas podem interferir ou até danificar aparelhos eletrônicos.
Os alarmes e os sistemas eletrônicos instalados nos carros são exemplos típicos dessa interferência. Em locais de muita propagação de ondas eletromagnéticas geradas por cabos de energia elétrica, antenas de celulares e torres de telecomunicações, por exemplo, é comum que os alarmes disparem sozinhos e que os instrumentos do painel eletrônico dos veículos fiquem um tanto “enlouquecidos”.
Santos lembra que “no Brasil os estudos da indústria automobilística nesta área estão ainda em início”. Ele diz que “existem apenas alguns laboratórios adequadamente equipados para essas pesquisas em aparelhos pequenos. Para veículos completos, só o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem um laboratório”. Com as novas tecnologias introduzidas nos automóveis, eles se tornam cada vez mais expostos às interferências eletromagnéticas e necessitam de técnicas mais apuradas de desenvolvimento e testes para evitá-las.
De acordo com o engenheiro, o simples uso de telefone celular ou outros sistemas de comunicação dentro do veículo pode influenciar o funcionamento de alguns sistemas eletrônicos veiculares e até mesmo aeronáuticos. Por isso é que se proíbe celulares ou aparelhos eletrônicos a bordo dos aviões: se todos os passageiros de um vôo acionarem seus telefones ao mesmo tempo, o campo magnético gerado pode interferir no instrumental de precisão da aeronave.
Mas ainda existem muitas dúvidas sobre este assunto e elas valem para todas as medidas e freqüências de ondas, inclusive para as de raios-x. A verdade, dizem os especialistas, é que ainda se conhece muito pouco sobre os efeitos biológicos causados pela absorção deste e outros tipos de radiação, mas sabe-se que os riscos de desenvolvimento de algum efeito nocivo decorrente da radiação são maiores em crianças. Assim, os cientistas recomendam que as crianças evitem falar em telefones celulares e que recebam doses reduzidas de radiação durante os exames de raios-x.
A radiação eletromagnética é a propagação de energia por meio de partículas ou ondas que viajam no ar à velocidade da luz – 300.000 Km/s. Essa radiação é necessária para que possamos escutar uma música no rádio, ver um filme na televisão ou falar ao celular. A transmissão dos sons pelo rádio nada mais é do que a transformação do som em ondas hertzianas que são enviadas pelo espaço e captadas pela antena dos rádios. A diferença é que a telefonia celular, que também é uma onda de rádio, opera numa freqüência superior à do rádio e da televisão.
As ondas eletromagnéticas têm uma gama de outras aplicações práticas. A Petrobras, por exemplo, avalia sua aplicação como instrumento de prospecção, exploração, mapeamento e monitoramento de novos campos de petróleo. A tecnologia, denominada “perfilagem eletromagnética de fonte controlada”, utiliza as ondas para investigar as camadas do subsolo. Os reservatórios que contém óleo reagem aos sinais elétricos emitidos e podem ser detectados por sensores instalados no fundo do mar.
Existem vários tipos de radiações geradas por ondas de rádio, microondas, raios infravermelhos, ultravioletas, raio-x e raio gama. Mas radiação eletromagnética não tem nada a ver com radioatividade, que é a propriedade de certos elementos químicos de elevado peso atômico (tório, rádio e urânio, ente outros) de emitir espontaneamente energia e partículas subatômicas. Ou seja, radioatividade nada tem a ver com as ondas de radiações emitidas por fontes de luz, antenas de rádio, televisão, telefonia celular ou microondas.
A exposição à radioatividade pode ser fatal, mas também é com ela que a medicina nuclear combate vários tipos de câncer mediante a administração de doses precisas de radiações ionizantes para destruir tumores e tratar leucemias e linfomas. A radiação danifica o material genético da célula do tumor evitando que ele cresça e se reproduza.
Com modernos equipamentos emissores de radiação e a aplicação de isótopos radioativos, a radioterapia salva vidas ou no mínimo melhora a qualidade de vida dos pacientes com câncer. Aparelhos de Telecobalto, acelerador linear de Elétrons, Fontes de Césio 137 e de SR 90 são apenas alguns dos instrumentos empregados no tratamento radioterápico. A quantidade de sessões, a dose de radiação e o tempo de exposição variam de acordo com o tipo e tamanho do tumor.
A radiação ionizante também é utilizada com sucesso na esterilização de instrumental cirúrgico e odontológico, na conservação de alimentos e no controle de pragas na fruticultura, tornando os insetos estéreis e reduzindo sua proliferação. Expostos a pequenas doses de raios gama, os alimentos ganham durabilidade sem perder sabor e valor nutritivo. Isso ocorre porque a irradiação elimina bactérias, fungos e outros microorganismos responsáveis pela sua deterioração.
Depois de irradiado, o filé de peixe, por exemplo, pode ser conservado na geladeira por até 30 dias mantendo todas as características do peixe fresco. Um mamão maduro irradiado conserva suas características originais por até três semanas, contra apenas uma semana do produto natural. “A radiação entra nas células, rompendo a cadeia de DNA e paralisando os processos físico-químicos responsáveis pela deterioração dos alimentos”, explica a nutricionista Alessandra Siqueira, ressaltando que a técnica não é prejudicial à saúde e obedece a padrões internacionais de dosagem.
A irradiação é um método de preservação aprovado pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e usado por mais de 50 países em cerca de 40 tipos de alimentos, como grãos, carnes, peixes, frutas e legumes. Hoje, o Brasil tem seis irradiadores capazes de operar em escala comercial, instalados em São Paulo (4), Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A CARÊNCIA
Segundo os estudos do Prof. Naoto Kawaida da Univ. de Osaka (1976) a energia magnética do planeta Terra reduziu pela metade nos últimos 500 anos e com tendência de reduzir cada vez mais.
Anos atrás o homem era mais rural, andava descalço na terra, as crianças brincavam em quintais e a qualidade da Saúde era melhor. Hoje o Homem “moderno”, urbanizou-se, usa calçados e pisos isolantes, ruas pavimentadas, mora em locais onde as estruturas tem muita ferragem, carros etc.., estes elementos desviam e absorvem o magnetismo, contribuindo assim para uma redução da energia vital para o homem e consequentemente deixando-o mais vulnerável às doenças.
A “Síndrome da escassez Magnética” causa o cansaço, dores no corpo, nervosismo, insónia, rigidez nos ombros e nuca, depressão, problemas circulatórios, enxaqueca, desânimo e falta de vontade e outros sintomas que o homem rural praticamente não sente.
O Uso dop Zapper actua sobre o corpo humano ionizando o sangue, activando a circulação sanguínea, contribuindo para a melhor oxigenação das células e principalmente melhorando o funcionamento dos nervos autónomos.
Este “tratamento” abrange um vasto número de doenças como: reumatismo, artrite, eczema, varizes, (feridas varicosas), ciafalgia, dores em geral, queda dos cabelos, rugas, doenças degenerativas e outras.
Poluição eletromagnética e irradiações geofísicas – Os riscos invisíveis para a saúde
Mesmo tomando todos os cuidados possíveis, você sofre de problemas como insônia, cansaço, dor de cabeça ou nas costas, alergia, distúrbios gastrintestinais, reumatismo, problemas pulmonares, depressão, falta de energia, fraqueza imunológica, distúrbios hormonais e do metabolismo, nervosismo, problemas cardíacos, falta de concentração…
Nesse caso é bem possível que seus sintomas estejam relacionados a uma exposição à poluição eletromagnética e irradiações geofísicas.
Como o ser humano adoece
O ser humano é de natureza eletromagnética — em frações de segundos leves correntes biológicas conduzem as funções do nosso corpo e das células.
· O cérebro e o sistema nervoso central são estimulados por mínimas correntes elétricas.
· O coração é um gerador de campo magnético, cujas correntes podem ser registradas por meio de eletrocardiograma em qualquer adulto.
· O metabolismo, o sistema imunológico e as funções hormonais são monitoradas pelo campo magnético terrestre.
Esse equilíbrio eletromagnético do organismo é continuamente perturbado por irradiações artificiais milhões de vezes mais intensas. Inúmeras torres de retransmissão produzem um ‘manto’ de irradiação permanente. Todos os cabos elétricos geram campos elétricos. Geralmente desconhecemos o caminho que esses fios percorrem dentro das paredes, podendo influenciar fortemente em nossos órgãos eletro-sensíveis. As linhas de alta tensão dos trens e dos ônibus elétricos, os televisores, lâmpadas, radio-despertadores, fogões elétricos etc., geram campos magnéticos que atravessam praticamente qualquer material, até as paredes de concreto.
Além disso, o campo magnético da Terra é deformado por veios d’água e irradiações geofísicas, o que provoca constante deficiência de energia magnética no nosso organismo — algo parecido ao astronauta que permanece fora do campo magnético terrestre.
Face a esse número enorme de fatores prejudiciais, não é de se espantar que o nosso organismo fica desequilibrado, adoece e reage com problemas físicos.
Mais de uma década de experiência
Desde 1992, o Instituto para irradiações geofísicas e poluição eletromagnética (IfEE), na Suíça, se especializou em análises biológicas da construção civil. Realizaram medições de campos alterados provocados pela poluição eletromagnética e irradiação geofísica por meio de aparelhos de medição — sem furquilha ou pêndulo. Medições físicas têm a grande vantagem de tornar visíveis os campos alterados e fornecer dados confiáveis sobre a sua intensidade.
As medições não abrangem apenas aspectos parciais das interferências possíveis na habitação — nos veios d’água e irradiações geofísicas, campos elétricos, a irradiação de alta freqüência das torres de telefonia celular e radiocomunicação. O importante é detectar todos os campos nocivos originados por poluição eletromagnética e irradiações geofísicas na habitação.
O instituto realiza análises abrangentes das condições ambientais, considerando todas interferências possíveis:
· medição de campos eletromagnéticos, como linhas de alta tensão e de trens, televisores, computadores, lâmpadas, fios elétricos, aquecedores etc.;
· medição de campos de alta freqüência, como antenas celulares, telefones sem fio etc.;
· medição de veios subterrâneos de água, anomalias telúricas e todas as demais sobrecargas no campo magnético terrestre.
Além da medição física dos campos nocivos também analisamos tecnicamente a sensibilidade individual. Isso é de grande importância, pois existem pessoas cujas células reagem pouco ou quase nada quando expostas a cargas grandes. Outras reagem de maneira intensa a pequenas cargas, apresentando graves problemas de saúde.
Essa análise abrangente serve de base para a sugestão de melhorias da situação ambiental.
Descrição de um caso prático
Após mais de mil análises o IfEE descreve uma situação comum observada na moradia de um casal entre 40 e 50 anos de idade.
· Esposa: exaustão e constante falta de energia; muito cansaço ao levantar-se pela manhã, dores de cabeça constantes.
· Marido: distúrbios do sono, problemas de digestão, distúrbios do ritmo cardíaco.
· Resultado das medições: fortes campos elétricos no local onde dormem, provenientes dos cabos nas paredes. Fortes campos magnéticos provocados por linhas de alta tensão nas proximidades. Superestimulação do campo magnético terrestre.
· Providências: como não havia possibilidade de mudar a cama de lugar, foi instalada uma proteção dos campos eletromagnéticos e foi regenerado o campo magnético terrestre. Após duas semanas já ocorreu uma nítida redução dos problemas e, após três meses, as queixas desapareceram.
Fonte: Fonte: Institut für Erdstrahlen und Elektrosmog, Luzern, Suíça
-TRANSFORMADORES DE POSTES DE RUA
Não devemos viver a menos de 50 metros de um transformador. O melhor é sempre requisitarmos os serviços de um expert para mensurar o eletromagnetismo do mesmo. Alguns transformadores obsoletos e sobrecarregados contaminam a mais de 150 metros de distância.
-Modems de ADSL do Tipo Wireless
Não deveríamos instalar em nossas casas modems de ADSL do tipo “wireless”. Todos os ADSL podem ser conectados por cabos de telefonia convencional. Convertê-los em “Wireless” é um risco de radiação eletromagnética desnecessária, sobretudo se temos crianças em casa.
- SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS
Nunca devem existir subestações elétricas dentro de centros urbanos. As casas devem estar separadas no mínimo a 1 kilômetro destas estações transformadoras;
- TORRES DE ALTA TENSÃO
Não devemos viver a menos de 100 metros de torres de 100 mil volts. A regra é a seguinte: para cada 1 Kilovolt, 1 metro de separação do foco emissor. As torres elétricas deveriam estar proibidas em núcleos urbanos pelo simples sentido de precaução e por serem completamente anti-estéticas, sem formas harmônicas;
-Antenas de Celular
Não devemos viver a menos de 300 metros de uma antena de telefonia móvel. As casas perto das estações base de telefonia móvel cada vez se acham mais desvalorizadas e também os edifícios que tem antenas em sua cobertura.
As Estações de Rádio Base (ERBs), popularmente conhecidas como antenas de celular móvel e maléficas ao organismo humano, muitas vezes, passam despercebidas pela população, segundo estudos, podeM causar diversos problemas para a saúde. A radiação provoca um aquecimento nas células e, comprovadamente, interfere no uso do marca- passo, aquece próteses e tem efeito acumulativo no organismo. Sem mencionar os prováveis efeitos da exposição à radiação como câncer, catarata e dores de cabeça.
Diversos estados e cidades do Brasil (Rio Grande do Sul, Campinas, São José do Rio Preto) têm leis que limitam o uso de antenas celulares. Países como Estados Unidos, França, Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália proibiram a instalação das ERBs em bairros residenciais, próximas de escolas, creches e hospitais, baseando-se no principio de “Evitar por Prudência” (Prudence Avoid) .
Conforme a advogada Patrícia Araújo, que defende pessoas com problemas relacionados a antenas, relata que, para se proteger, as pessoas mudam de casa ou entram na Justiça para pedir a retirada das torres. “Há uma antena instalada próxima a um prédio em Pinheiros. Cerca de 50% das mulheres que moram lá têm câncer. É muita coincidência essa situações acontecerem quando se tem uma antena por perto”.
A Associação Brasileira de Defesa dos Moradores e Usuários Intranqüilos com Equipamentos de Telecomunicações Celular (Abradacel) afirma que as propriedades desvalorizam em até 40% quando são instaladas torres celulares em cima de prédios ou nas vizinhanças.
Texto retirado da matéria deVeridiana Novaes
APARELHOS CELULARES
Os celulares devem ser desligados antes de irmos dormir.pois estão sempre estão emitindo impulsos digitais para a operadora na possibilidade de que alguém esteja chamando o seu número.São eletromagneticamente muito hiperativos. É um equívoco pensar que o celular se não envia ou recebe chamadas não contamina.
COBERTORES ELÉTRICOS E RÁDIOS RELÓGIO
Cobertores elétricos e rádios-relógio próximos à cama produzem teores ainda mais altos de radiação eletromagnética, já que as pessoas ficam expostas a ela por muito mais tempo.Não deveríamos Os rádio-relógios contaminam um raio de 1,5 metros .
POLUIÇÃO ELETRÔNICA ou Invisible smog ( fumaça invisível )
Poluição eletrônica ou invisible smog (fumaça invisível). Cientistas batizaram assim os campos de energia produzidos pela moderna tecnologia. Atualmente, vivemos em um meio ambiente literalmente tomado por ondas e radiações dos mais variados tipos. Elas estão em toda parte, correm para todos os lados, e praticamente não há mais um único lugar sobre a superfície do planeta não atingido por freqüências eletrônicas.
São ondas de rádio e de televisão, de celulares e de comunicação via satélite, radiações eletromagnéticas produzidas pela passagem da eletricidade através de uma rede mundial de incontáveis cabos e fios. A nossa é uma civilização movida à base de energia. Mas todas as benesses que a utilização em larga escala da energia possibilita têm um preço alto – e não apenas aquele que pagamos nas contas mensais de luz e telefone.
As evidências – hoje levadas muito a sério por pesquisadores e pelos responsáveis da saúde pública, sobretudo nos países desenvolvidos – sugerem que essa fumaça invisível está causando câncer em crianças e provocando suicídios e depressões, além de síndromes de alergia e várias outras moléstias físicas e psicológicas.
Em recente relatório, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “A poluição eletrônica é hoje uma das influências ambientais mais comuns e de mais rápido crescimento”, manifestando séria preocupação quanto aos seus efeitos sobre a saúde. O relatório acrescenta: “Todos, ao redor do mundo, estamos expostos a ela, e seus níveis continuam a subir à medida em que a tecnologia avança.”
Fios elétricos criam campos eletromagnéticos – um dos componentes da poluição eletrônica –, até mesmo quando nenhum aparelho está ligado. Todos os equipamentos elétricos – das televisões às torradeiras – criam esses campos de energia. Eles diminuem rapidamente de intensidade com a distância, porém aparelhos como secadores de cabelos e barbeadores elétricos, usados próximos à cabeça, podem representar perigo.
Cobertores elétricos e rádios-relógio próximos à cama produzem teores ainda mais altos de radiação eletromagnética, já que as pessoas ficam expostas a ela por muito mais tempo. Campos de rádio-freqüências – um outro componente da poluição eletrônica – são emitidos por fornos de microondas, aparelhos de rádio e televisão, torres e antenas de celulares, além dos próprios aparelhos. Todos eles usados nas proximidades da cabeça e do corpo.
COMO OS CAMPOS eletromagnéticos e eletrônicos nos influenciam? Por meio de um fenômeno bem conhecido pela física: a interação de campos de energia. Tudo no organismo humano e de todos os seres vivos funciona na base de correntes elétricas. O cérebro comanda o funcionamento dos órgãos e dos movimentos corporais através de impulsos elétricos que percorrem os nervos.
Os nervos funcionam exatamente como fios e cabos elétricos. E, a exemplo dos cabos e fios, a passagem de uma corrente elétrica cria ao redor um campo eletromagnético. O eletrocardiograma ilustra bem a atividade elétrica do coração. O mesmo faz o eletroencefalograma em relação ao cérebro.
Assim, pela interação de campos, a poluição eletromagnética interfere e altera os nossos campos biológicos. Estes, perturbados, agem sobre o organismo e a psique gerando desequilíbrios e doenças. É o que se chama uma reação em cadeia.
Tudo isso não é mais simples conjectura. Nas últimas décadas, alguns cientistas alertaram sobre os efeitos da exposição das pessoas aos campos gerados pelos cabos de alta tensão. Mas as suas preocupações foram desmentidas e até ridicularizadas pelas autoridades.
No ano passado, no entanto, um estudo estatístico feito pelo Comitê Nacional de Proteção Radiológica, da Inglaterra, concluiu que crianças que vivem nas imediações de cabos de alta tensão são mais propensas a contrair leucemia. A descoberta está provocando uma reavaliação dos efeitos da poluição eletrônica em todo o mundo. Primeira providência: as autoridades britânicas querem impedir a construção de novas casas e edifícios nas proximidades dessas linhas de alta tensão.
De seu lado, a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer – braço da Organização Mundial de Saúde e primeira instituição mundial na área da doença – já classifica a poluição eletrônica como “possível agente carcinógeno no ser humano”. Alguns cientistas vão mais além. David Carpenter, reitor da Escola de Saúde Pública, da State University, de Nova York (EUA), afirma que cerca de 30% de todos os cânceres em crianças são causados por essa poluição.
OUTRO RELATÓRIO DO Departamento de Saúde da Califórnia (EUA) também conclui que a poluição eletrônica pode ser ainda causa de leucemia em adultos, de câncer no cérebro e nas mamas, além de ser responsável por cerca de 10% dos abortos espontâneos. Dessa extensa lista de moléstias também faz parte, com muita probabilidade, uma doença outrora bem rara: a alergia à eletricidade. Ela provoca náuseas, dores generalizadas, confusão mental, depressão e dificuldades do sono e da concentração toda vez que a pessoa se aproxima de aparelhos elétricos ligados ou de antenas de telefonia celular. Algumas pessoas são tão afetadas a ponto de serem obrigadas a mudar por completo seu estilo de vida. REVISTA PLANETA – EDIÇÃO 420
Estudos Científicos endossados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
As Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Internacional de Radio proteção (AIR) patrocinaram a pesquisa da Dra. Susan Morales, cujo relatório divulgado na revista Integral nº66, em resumo diz:
“É crescente a contaminação eletromagnética provocada pelo uso de aparelhos elétricos e eletrônicos, o que causa alterações no sistema imunológico.”
Os Drs. Andrew Marino e Robert Becker, da Faculdade de Medicina da Universidade da Luisiana (EUA), concluíram:
“As fontes eletromagnéticas provocam diversos tipos de câncer. Os campos eletromagnéticos de baixa freqüência afetam a energia dos seres vivos.”
Nancy Wertheimer, do Departamento de Eletrônica da Universidade do Colorado (EUA), realizou um estudo com 250 funcionários das centrais elétricas locais:
“Verificou que o índice de mortalidade por câncer do sangue (Leucemia) é o dobro em relação ao restante da população.”
O Dr. Cyril Smith, da Universidade inglesa de Salford:
“Comprovou que o organismo das pessoas que moram próximas das linhas de AT produz uma maior quantidade de endorfinas (drogas naturais), cuja concentração exagerada no organismo provoca uma ação similar à morfina.”
O Dr. Lennart Tomenius publicou na revista sueca “Bioelectromegnetics”, um estudo sobre o câncer infantil, devido a exposição de débeis campos magnéticos induzidos pela rede elétrica de Estocolmo.
O Dr. Sabonev, na Rússia, demonstrou que 50% das cobaias de laboratório morriam ao serem expostas por 270 minutos a uma irradiação provocada pela corrente alternada normal, usada em nossas residências.
O Engenheiro alemão Egon Eckert relacionou as mortes súbitas de crianças recém-nascidas em Hamburgo com a proximidade de emissoras de rádio, postes com transformadores e linhas de alta-tensão.
O Engenheiro francês Cody realizou uma pesquisa para provar as afirmações do radiestesista Vouilaume sobre a existência de energias telúricas negativas (ETN). Ele constatou haver uma relação entre as ETN e a incidência de doenças graves nos moradores de prédios, o que gerou um relatório de 131 paginas.
Dennis Purro realizou uma experiência comprovando os malefícios das irradiações emitidas por fornos de microondas.
Tese de doutorado da engenheira Adilza Condessa Dode defendida na UFMG, no final de março, revela que há fortes evidências entre mortes por câncer e localização de antenas de celulares em Belo Horizonte. A pesquisa confirma resultados de estudos realizados na Alemanha e em Israel.
Com base no geoprocessamento da cidade, a pesquisa constatou que mais de 80% das pessoas que morreram de cânceres relacionados à radiação eletromagnética – emitida pelos celulares – moravam a cerca de 500 metros de distância de alguma antena.
A tese é tema da edição do Boletim UFMG que circula na segunda-feira, 12 de abril.
Níveis seguros?
Há níveis seguros de radiação para a saúde humana? “Esse é exatamente o problema: até agora, ninguém sabe quais os limites de uso inócuos à saúde”, explica Adilza Dode, ao destacar que os padrões permitidos no Brasil são os mesmos adotados pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações Não-Ionizantes (Icnirp), normatizados em legislação federal de maio de 2009. Para a pesquisadora, esses padrões são inadequados. “Eles foram redigidos com o olhar da tecnologia, da eficiência e da redução de custos, e não com base em estudos epidemiológicos”, assegura.
Entre os 22.543 casos de morte por câncer ocorridos em Belo Horizonte de 1996 a 2006, Adilza Dode selecionou 4.924, cujos tipos – próstata, mama, pulmão, rins, fígado, por exemplo – são reconhecidos na literatura científica como relacionados à radiação eletromagnética.
Na fase seguinte do estudo, elaborou metodologia inédita, utilizando o geoprocessamento da cidade, para descobrir a que distância das antenas moravam as 4.924 pessoas que morreram no período. “A até 500 metros de distância das antenas, encontrei 81,37% dos casos de óbitos por neoplasias”, conta a pesquisadora, professora do Centro Universitário Izabela Hendrix e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
“Não somos contra a telefonia celular, mas queremos que o Brasil adote o princípio da precaução, até que novas descobertas científicas sejam reconhecidas como critério para estabelecer ou modificar padrões de exposição humana à radiação não ionizante”, diz a pesquisadora.
Recomendações
Em um capítulo de sua tese, ela lista uma série de recomendações. Entre elas, a de que o Brasil adote os limites já seguidos por países como a Suíça. Sugere, ainda, que o governo não permita transmissão de sinal de tecnologias sem fio para creches, escolas, casas de repouso, residências e hospitais; crie infraestrutura para medir e monitorar os campos eletromagnéticos provenientes das estações de telecomunicação e desestimule ou proíba o uso de celulares por crianças e pré-adolescentes.
Componente da banca que avaliou a tese de Adilza Dode, o professor Francisco de Assis Ferreira Tejo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande, afirma que a tese desenvolvida por Adilza Dode “deve ser um marco para que a sociedade brasileira e o Ministério Público comecem a se debruçar sobre a questão dos efeitos biológicos dos campos eletromagnéticos”.
A tese Mortalidade por neoplasias e telefonia celular em Belo Horizonte, Minas Gerais foi defendida em 26 de março de 2010, junto ao Programa de Doutorado em Saneamento, Meio Ambiente, e Recursos Hídricos (Desa) da Escola e Engenharia da UFMG, e teve como orientadora a professora Mônica Maria Diniz Leão, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, da Escola de Engenharia e co-orientadora a professora Waleska Teixeira Caiaffa, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina.
http://www.mreengenharia.com.br/tese_ufmg.php



Olá Amigo
Em 2007 navegando e pesquisando sobre micro-ondas, topei com o seguinte texto:
IMPACTOS POTENCIAIS ADVERSOS DA TELEFONIA MÓVEL SOBRE A SAÚDE
Departamento de Física, Universidade de Warwick, Coventry, Reino Unido e Instituto Internacional de Biofísica, Neuss-Holzheim, Alemanha.
1. As diretrizes de segurança existentes que governam a exposição do público à radiação empregada na telefonia móvel são totalmente inadequadas e a filosofia que fundamenta sua formulação é essencialmente falha.
2. As diretrizes existentes regulam somente a intensidade da radiação numa tentativa de proteger o corpo humano dos efeitos adversos à saúde que sabe-se serem relacionados à intensidade – a saber, a absorção de energia pelo tecido biológico. No caso da irradiação por microonda, a absorção de energia, que aqui resulta em aquecimento, acontece através do campo elétrico das microondas; por outro lado a exposição a campos magnéticos de freqüências extremamente baixas (ELF – extremely low frequency), levam à indução de correntes elétricas circulantes no corpo.
Ambos os efeitos são muito bem conhecidos há quase cem anos, e sempre ocorrem – independentemente se o sistema irradiado é um organismo vivo ou um pedaço inanimado de matéria; na verdade eles foram primeiramente descobertos no âmbito do último. Limites de segurança existentes são estabelecidos restringindo-se a intensidade para garantir que o aumento da temperatura, ou as correntes elétricas induzidas sejam mantidos bem abaixo dos limiares do ataque dos efeitos bio-negativos estabelecidos, isto é, os limites são ditados pela habilidade do corpo em manter a homeóstase sob exposição a um dado campo externo.
Deve ser notado, entretanto, que, mesmo quando o mecanismo termoregulatório do corpo consegue manter a temperatura em níveis pré-irradiação, um certo estresse ainda é desenvolvido, o qual, se sustentado por um longo período, pode, por si só, resultar em efeitos adversos à saúde. Dessa forma é possível que as diretrizes vigentes falhem em dar um adequado nível de proteção, mesmo dentro do seu alegado domínio de competência!
As diretrizes de segurança existentes são, de qualquer forma, inadequadas em um aspecto muito diferente e mais fundamental. Elas falham completamente em não considerar a possibilidade de aparecimento de efeitos adversos à saúde ligados ao fato de organismos vivos – e somente os vivos – terem a habilidade de responder a outros aspectos das radiações tecnologicamente produzidas que não a intensidade, e poderem ter respostas adversas em intensidades bem abaixo dos limites impostos pelas orientações de segurança vigentes.
3. O decisivo aspecto característico da radiação tecnologicamente produzida (seja qual for sua intensidade) – que é necessária se for para transportar informação – é sua coerência, cujo grau é significativamente maior do que a radiação característica de origem natural, como a luz do Sol, contra a qual a espécie humana desenvolveu um certo grau de imunidade.
Esta imunidade, todavia, não se estende à radiação de origem tecnológica, muito mais coerente e à qual temos sido expostos há relativamente pouco tempo. Coerência é um conceito que é, com certeza, bem conhecido no contexto de lasers, cuja luz, devido à sua coerência, está em fase consigo mesma (concentrada e direcionada com dispersão reduzida), e portanto é particularmente ‘pura’ em freqüência (cor) – muito mais do que a de uma lâmpada comum (dispersão em 360º).
Isso ainda prevalece no caso da muito menos intensa radiação emitida por outros dispositivos – particularmente aqueles usados na telefonia móvel – cuja coerência facilita grandemente sua percepção pelo organismo vivo, em oposição ao nível da sempre presente (incoerente) emissão térmica de fundo (RCFM), apropriada à sua própria temperatura fisiológica – isto é, a alta coerência da radiação tecnologicamente produzida aumenta significativamente seu poder em afetar organismos vivos.
4. A habilidade dos organismos vivos de responder a uma fonte consistente de radiação surge por que eles são instrumentos eletromagnéticos de grande e peculiar sensibilidade, eles mesmos suportando uma variedade de atividades elétricas altamente organizadas e coerentes, cada uma caracterizada por uma freqüência específica, e cada uma desempenhando um papel central na organização e controle dos organismos vivos. Estas atividades elétricas naturais (endógenas) coerentes “pré condicionam” o organismo vivo a ser altamente sensível à radiação eletromagnética consistente, de uma maneira não-térmica que não é primariamente dependente de sua intensidade, mas ao invés disso, de sua freqüência, a qual, como já foi notado, é muito precisamente definida. Desta forma, a organização e controle de um organismo vivo é vulnerável à interferência de radiação eletromagnética externa de freqüências (incluindo aquelas de qualquer modulação de amplitude) próximas daquelas utilizadas pelo próprio organismo – da mesma maneira que é a recepção em um rádio.
É essencial observar que campos eletromagnéticos não são estranhos aos sistemas vivos – um fato que pode prejudicar a conveniência de se tentar entender influências não-térmicas em termos de uma relação “dose-resposta” (conceito herdado da toxicologia), como é empiricamente encontrado com freqüência e exemplificado pela existência de janelas*, apenas dentro das quais os efeitos não-térmicos manifestam-se eles mesmos.
*Estas janelas são de (I) densidade de potência (uma medida de intensidade do campo), (II) freqüência (tanto da portadora como das modulações mais lentas), e (III) a duração da irradiação.
5. A realidade de bioefeitos adversos não prioritariamente dependentes da intensidade do campo (embora a intensidade deva, é claro, ser suficiente para que o organismo possa discernir o campo) é bem ilustrada pela capacidade de um facho de luz piscando a uma certa freqüência (entre 15 e 20 vezes por segundo) induzir (não termicamente) ataques em uma pequena fração (cerca de 5%) de epilépticos (foto-sensíveis*).
*No Japão várias crianças foram internadas com convulsões epilépticas após assistirem ao desenho animado “Picachu”, o personagem em determinadas cenas produzia raios e os efeitos criados pelo estúdio induziam crises epilépticas em crianças tidas saudáveis e sem antecedentes convulsivos.
Estrobo de salões de dança causa em algumas pessoas tontura como se induzisse labirintite.
Não é tanto uma questão da quantidade de energia absorvida do campo irradiante (a qual depende de sua intensidade) que provoca a crise epiléptica, mas antes a informação transmitida ao cérebro pela (coerente) regularidade das piscadas. Pois se esta freqüência iguala ou se aproxima de uma freqüência utilizada pelo próprio cérebro, este irá “reconhecer” a radiação; desta forma, a radiação pode atingir o cérebro de um modo puramente não-térmico, e interferir (ou mesmo alinhar-se) com sua atividade elétrica.
6. Os sinais de microondas utilizados no sistema de telefonia celular GSM “pulsam” analogamente, 217 vezes por segundo, sendo este pulsar ‘pontuado’ à taxa muito mais lenta de 8,34 vezes por segundo. Mais precisamente, o sinal transmitido é dividido em 8 intervalos de tempo permitindo que 8 canais coexistam dentro de cada portadora. O tempo total para transmitir todos os 8 intervalos (conhecidos como “quadros”) é de 4,6 milisegundos onde 217 quadros são transmitidos por segundo. Estes quadros (principais) são, entretanto, agrupados em multi-quadros, cada um contendo 26 quadros, um dos quais, entretanto , é simplesmente um quadro de sincronismo.
Esta característica adiciona ao sinal emitido a componente 8,34 Hz (isto é, existem aproximadamente 8 grupos distintos por segundo, cada um contendo 25 ‘pulsos’) – uma freqüência que se encontra na faixa das importantes ondas cerebrais alfa!(**)
Ao menos uma portadora é transmitida para cada antena sendo o primeiro espaço da portadora (que contém importante informação de sinalização) conhecido como canal de controle de transmissão (BCCH) e é sempre transmitida na potência máxima da estação base. Os outros sete espaços funcionam como canais de tráfego de informações. Ao contrário do BCCH, estão ativos somente quando requisitados para as chamadas, e somente com a potência necessária para manter a comunicação com os telefones celulares sendo necessária uma potência maior para uma distância maior entre o aparelho e a torre.
Se nenhuma chamada está sendo realizada, o BCCH transmitido na potência máxima resulta num forte pulso de 217 Hz, pontuado na freqüência multi-quadro de 8,34 Hz. Uma vez que os 7 intervalos restantes são preenchidos com chamadas que necessitem potência total para manter a comunicação (o que normalmente não acontece) a pulsação de 217 Hz será mascarada, mas a pontuação de baixa freqüência a 8,34 Hz permanecerá. Em alguns casos (dependendo da estação base em particular) se mais do que 7 chamadas são solicitadas dentro da área de abrangência da antena, uma portadora extra é transmitida, fornecendo portanto mais 8 canais de tráfego e o pulso de 217 Hz é novamente iniciado.
Dado que tanto a luz (visível) quanto as microondas pertencem ao mesmo espectro eletromagnético, diferindo apenas na freqüência e grau de coerência, não há razão para acreditar que o efeito nocivo de uma luz visível pulsante não se estenda para as radiações de microondas (invisíveis) pulsando a uma freqüência semelhantemente baixa, uma vez que esta pode penetrar o crânio. Na verdade experiências para investigar esta possibilidade (usando voluntários humanos) estão sendo planejadas atualmente, enquanto que já há resultados preliminares de estudos com animais in vivo e in vitro mostrando efeitos sinérgicos, envolvendo atividade epilética entre baixa potência, radiação pulsante de microondas e determinadas drogas.
Além disso, os estudos in vitro em fatias do hipocampo do cérebro de rato indica que as microondas podem modificar as transmissões nervosas; há que se lembrar que o hipocampo é uma área do cérebro envolvida na aprendizagem, memória recente e epilepsia. Avaliando a provável relevância destes resultados para humanos, deverá ser notado que a distância relativamente grande entre o hipocampo e a superfície do crânio não é necessariamente o bloqueio que parecia ser, uma vez que existem indicações de que as propriedades dielétricas de um cérebro vivo (que juntamente com a freqüência da portadora da radiação afetante dita a sua penetração), são diferentes das dos simuladores de material cerebral, não vivos, utilizados nos estudos de cabeças fantasmas.
Os efeitos desse pulsar pontuado das radiações de microondas podem ser facilmente detectados como um som rachado quando um celular ligado é levado às proximidades de um receptor de rádio ligado, ou quando um rádio sintonizado em AM encontra-se localizado nas proximidades de uma torre de estação base.
Que as radiações de microondas pulsadas, do tipo usadas na telefonia móvel, tem outros efeitos além do aquecimento é, certamente, bem reconhecida e aceita (no contexto da assim chamada Compatibilidade Eletromagnética, EMC), no tocante à interferência que esta radiação pode ter em outros equipamentos eletrônicos. Isto é ilustrado pela proibição no uso de celulares em aviões e hospitais, nos lugares onde seus sinais possam interferir com sistemas de controle de aviões, ou equipamento médico. Semelhantemente, a possibilidade de interferência em equipamentos médicos pessoais, como marca-passos e aparelhos auditivos, é devidamente reconhecida.
Sustentar que o funcionamento do organismo humano – encontre-se ele no (distante) campo de uma torre de estação base, ou no (próximo) campo da antena do telefone(***) – deveria de alguma forma experimentar uma imunidade peculiar de semelhante interferência – como é efetivamente feito pelas pessoas que determinam as diretrizes de segurança (como o Conselho Nacional de Proteção Radiológica [NRPB] e a Comissão Internacional para Proteção de Radiação Ionizante [ICNIRP]) mostram aterradora ignorância, tanto no papel fundamental que os campos eletromagnéticos desempenham na organização e no controle de processos biológicos em organismos vivos em uma variedade de níveis, quanto na história do assunto em si!
Se os inegáveis benefícios da moderna tecnologia de telecomunicação devem ser usufruídos com um grau de segurança mais alto do que no presente, é essencial que esse conhecimento da importância da Compatibilidade Eletromagnética (EMC) entre equipamentos seja agora extendida para abranger biocompatibilidade eletromagnética, no sentido de assegurar compatibilidade entre a telefonia móvel e o organismo humano vivo. (**) Em contrapartida, e potencialmente mais perigosa, é a inclusão digital particular empregada no novo sistema TETRA, no qual a taxa de repetição do pulso fundamental é de 17Hz – uma freqüência na faixa das ondas cerebrais beta, e perto da qual a luz visível pode induzir ataques epilépticos!
(***) Neste sentido, deve ser ressaltado que quando uma unidade de telefonia móvel equipada com transmissão descontínua (DTX) está no modo ouvir, existe uma pulsação de freqüência ainda mais baixa em 2Hz. Isto é sobremodo preocupante porque aquela pulsação cai na freqüência das chamadas ondas cerebrais “delta”, as quais, se presentes no EEG de um adulto desperto, representam sintomas de uma patologia neurológica, não devendo, portanto, serem induzidas por exposição à radiação da mesma freqüência. Por outro lado, atividade cerebral nesta mesma freqüência também caracterizam sono profundo; assim, relatos de cansaço experimentados durante o dia talvez não devessem surpreender. Em contraste, ondas delta no EEG de crianças é normal, e assim, da mesma forma, não deveriam ser perturbadas por interferências externas.
7. Organismos vivos metabolisando adequadamente suportam em si mesmos um tipo muito menos conhecido de atividade elétrica organizada (coerente), cuja freqüência está situada na faixa de microondas, às quais pertencem as freqüências portadoras das radiações usadas na telefonia móvel. Desta forma, assim como uma luz (visível) apenas piscando relativamente devagar pode afetar certos processos neurológicos (eletro-químicos) caracterizados por uma freqüência (ELF) similar, assim sistemas vivos tem também uma precondicionada sensibilidade para radiações ultra fracas de microondas.
Assim sendo, somando-se a sensibilidade á baixa freqüência (8,34Hz) de oscilação dos flashes de microondas usada na telefonia móvel, o organismo humano pode ser sensível também à “cor” desses flashes (isto é, à freqüência da portadora de microondas). De acordo com isto, há a possibilidade de (I) uma amplificação ressonante de uma atividade interna biológica elétrica na faixa de freqüências (talvez até a um nível perigosamente alto), ou (II) interferência com ela resultando na sua degradação.
É também possível que a radiação externa incremente o nível do metabolismo naturalmente prevalecente e, depois de um tempo suficiente, e acima de um limiar de densidade de potência (tipicamente da ordem de mWatt/cm2) venha realmente “ligar” uma atividade interna de microonda que a Natureza não tencionou estivesse ligada; note-se que limiares de densidade de potência desta ordem são 1000 vezes mais baixos que os níveis permitidos pelas atuais normas termicamente baseadas.
8. É portanto aparente que as normas de segurança atualmente em uso (as quais referem-se somente a efeitos que dependem da absorção de energia do campo) não protegem e não podem proteger contra quaisquer efeitos adversos para a saúde que possam ser provocados especificamente pela natureza ondulatória da radiação, tais como sua freqüência (“cor”), coerência (pureza da “cor”), modulações da amplitude, etc.
Assim, por exemplo, aquelas normas regulatórias não abrangem qualquer proteção contra a capacidade dos flashes luminosos de induzir convulsões repentinas, uma vez que aquelas normas regulam somente a intensidade dos “flashes”; não é, contudo, o brilho da luz a questão fundamental neste assunto, mas a particular taxa (regular) com que os “flashes” são emitidos, os quais o cérebro “reconhece” porque o próprio cérebro funciona à base de estímulos com freqüências similares!
Em outras palavras, é a informação contida na radiação, ao invés de sua intensidade (ou conteúdo energético) que causa o problema. Claramente existe um “outro lado da moeda” a ser considerado – assim como, em adição à fotografia (um processo fundamentado em intensidade da radiação incidente), existe também, a holografia (um processo intimamente relacionado à natureza ondulatória da luz, especificamente sua fase). Deve ser enfatizado, contudo, que estas outras possibilidades são pertinentes num organismo vivo; de fato, é através desta vitalidade que é “sensibilizado” – assim como um rádio que tem de ser ligado antes que possa responder a um sinal.
Em contraste, os efeitos devidos apenas à intensidade, não requerem que o organismo esteja vivo – isto é, não são específicos para sistemas vivos; por exemplo, um forno de microondas cozinhará um pedaço de carne (morta), tão bem como cozinhará um animal (vivo). As atuais normas de segurança portanto falham ao não levar em consideração a possibilidade de efeitos não-térmicos da radiação eletromagnética ultra fraca somados à mais distinguidora característica de todas – a vitalidade do organismo sendo irradiado!
9. Por outro lado, enquanto a vitalidade “abre” o sistema para certas características às quais de outro modo não seria sensível, isto também significa, entretanto, que nenhuma influência não-térmica (juntamente com qualquer efeito nocivo à saúde que poderia provocar), pode, em princípio, ser prevista que ocorra com a mesma certeza absoluta que aquela dos efeitos termais, dependentes somente da intensidade, pode ocorrer – contra os quais as diretrizes atuais provêm algum grau de proteção.
No caso de radiação de microondas muito fracas, por exemplo, mesmo a ocorrência de influência primária, (inicial) não- térmica não pode ser prevista com certeza, pois, diferentemente do efeito de aquecimento baseado na intensidade, ela depende ( através da velocidade metabólica, por exemplo), da “”vitalidade”" do sujeito irradiado, que em geral, varia de pessoa para pessoa. Esta situação é similar à variação de susceptibilidade de diferentes pessoas em sucumbir ao mesmo vírus; mesmo no caso de epidemias, nem todos são afetados! Deve-se notar que esta (denominada não linear) dependência da reação de um organismo vivo do estado do organismo na ocasião em que é irradiado, é compartilhada, até certo ponto, mesmo pelos efeitos adversos à saúde provocados pelo aquecimento por microondas.
Pois, enquanto a ocorrência do aquecimento, propriamente, não é dependente da vitalidade – e portanto pode ter sua ocorrência prevista com certeza, (isto é, é um efeito linear)- a conseqüência deste aquecimento para a saúde humana é dependente da vitalidade do organismo aquecido, e portanto não pode ser exatamente prevista; por exemplo, um aumento da temperatura do corpo humano de 10C pode salvar uma vida ou ser letal, dependendo do estado do organismo na ocasião em que for irradiado. (Para permitir um âmbito razoável de condições, é usual incorporar uma certa margem de segurança nas diretrizes; é a variação destas margens de segurança entre as diferentes Entidades Reguladoras que é parcialmente responsável pela variação no níveis de exposição permitidos.)
Isto, é claro, tem sérias implicações na aceitabilidade da filosofia em que se baseia a atual formulação de normas de segurança pela NRPB e outras Entidades Reguladoras, tais como a ICNIRP, ou seja, que podem ser baseadas somente em efeitos verificados e reproduzíveis. O efeito baseado em intensidade de aquecimento por irradiação de microondas está conforme, é claro, com este critério, pois sendo independente do organismo irradiado estar vivo ou morto, pode ter sua ocorrência prevista com certeza. Necessariamente excluídos, entretanto, são os efeitos dependentes da “”vitalidade”" do organismo humano – em particular, os efeitos não termais, discutidos acima, que, em princípio, não podem gozar do mesmo grau de reprodutibilidade.
Enquanto isto admitidamente os torna mais difíceis de serem regulamentados (que no caso dos efeitos termais), não significa que se possa negligenciá-los ou negar que possam causar efeitos nocivos (****) à saúde.
Por isto, a filosofia em que se baseiam as atuais diretrizes deve ser considerada como sendo fundamentalmente falha.
O mesmo é verdadeiro, forçosamente, para as declarações de que “não há perigos comprovados, à saúde devidos às radiações de baixa intensidade”. Pois, dada apenas a possibilidade das influências primárias não termais poderem ser significativamente mencionadas, muito menos se algum efeito prejudicial à saúde é portanto provocado (a severidade do qual, por sua vez, depende da robustez do sistema imunológico da pessoa), temos aqui uma dupla incerteza para resolver.
Isto torna inapropriado qualquer recurso ao conceito de “causa e efeito” no sentido tradicional, e obriga sua substituição pelo mais relevante de “sinais e respostas” – uma noção familiar em contextos sociológicos, onde por exemplo, a reação de diferentes pessoas ao mesmo sinal pode variar enormemente, principalmente, se em uma pessoa ele “atinge um nervo exposto” que está ausente em outra. Analogamente, não se pode esperar que todos que sejam expostos à mesma radiação de microondas de baixa intensidade sejam adversamente afetados no mesmo grau, ou mesmo afetados em graus diferentes; a possibilidade de ser adversamente afetado, entretanto, nunca pode ser excluída.
A atual exigência de uma relação estrita de conexão causal entre a exposição à radiação de baixa intensidade e a manifestação de efeitos danosos à saúde é um critério muito mais rigoroso do que é normalmente aplicado em epidemiologia, ao considerar perigos relativos a outros tipos de poluição, nos quais é necessário estabelecer apenas uma associação ( ou correlação) entre exposição e um risco à saúde associado. Por exemplo, estudos epidemiológicos do tabaco ou males provocados pelo amianto não comprovaram que estes causem câncer, mas apenas que implicam num substancial aumento no risco de se desenvolver câncer.
No caso da poluição eletromagnética do tipo ora considerado há um considerável dossiê de evidência – datando desde os começos de 1970 – indicando que a exposição ao tipo de radiação atualmente usada em telefonia móvel realmente aumenta a probabilidade de efeitos prejudiciais à saúde; isto era, é claro, a meta precisa da irradiação, pelos Soviéticos, das Embaixadas Ocidentais com microondas de baixa intensidade durante a guerra fria! É portanto claro que efeitos não aliados à intensidade, inevitavelmente “escapam das malhas” das diretrizes de segurança existentes.
O enfoque essencialmente linear adotado pela NRPB e ICNIRP para um problema que é intrinsecamente não linear apenas exacerba a situação, tornando impossível mesmo colocar as questões apropriadas; conhecimento obsoleto é pior que ignorância – ao menos os ignorantes sabem o quê não sabem!
Isto, naturalmente, levanta a questão de como um nível de segurança mais generalizado pode ser garantido. Antes de considerar isto, é necessário considerar a evidência consistente com a potencialidade dos organismos vivos serem influenciados em vários modos não térmicos pela radiação de microondas de ultra baixa (sub-térmica) intensidade com conseqüências prejudiciais.
(****) Para ilustrar a insuficiência da proteção promovida pelas diretrizes de segurança da ICNIRP, pode-se referir à duplicação da incidência de câncer verificada em humanos expostos prolongadamente à radiação pulsada de instalações de radar, com intensidades de potência 5 vezes inferiores ao limite (térmico) da ICNIRP, de 1mW/cm2; este limite é, naturalmente, muito mais alto que os encontrados perto de estações bases, mas é menor que aqueles na proximidade de um aparelho celular.
10. Em primeiro lugar, deve ser observado que a hipersensibilidade precondicionada de organismos vivos que metabolisem adequadamente à radiação de microondas de intensidades ultra fracas em uma determinada freqüência (já referida no parágrafo 7), é uma suposição freqüentemente adotada na moderna biofísica, demonstrando a habilidade de auto-organização de sistemas dissipativos abertos[1] trabalhando em regime não-linear, diferentemente da idéia anterior de equilíbrio termodinâmico, pela qual, uma vez que a taxa de suprimento de energia metabolizada exceda a taxa na qual o sistema pode transformar em calor (isto é, pode dissipar), uma certa fração desta energia é conduzida (não-térmicamente) para um modo de vibração conjunto e altamente organizado (coerente) de todo o sistema, ficando (a energia) mecânicamente armazenada, impossibilitando assim, sua dissipação – estando a freqüência desta vibração na faixa de microondas.
[1] Nota dos tradutores:
Sistemas abertos são sistemas biológicos, onde não é possível controlar todas as variáveis que influenciam no resultado de uma pesquisa.
11. Em segundo lugar, acumulou-se larga evidência experimental — tanto in vitro quanto in vivo — durante os últimos 25 anos, que é consistente não apenas com a existência dessa atividade endógena das microondas, mas também com influências associadas, não-térmicas, altamente dependentes-de-freqüência – como, por exemplo, alterações na taxa de crescimento da E.coli e da levedura S. cerevisiae, sincronização da divisão celular na levedura S. carlsbergensis, e E.coli, a ativação de certos processos genéticos, como a indução de colicina e do fago lambda na E.coli lisogênica, e alteração na atividade de enzimas importantes, como a ornitina descarboxilase (ODC); esta enzima é essencial para o crescimento celular e para a síntese de DNA, sendo a alta atividade de ODC característica do crescimento descontrolado de células de tumores.
Há também evidência de que outras atividades elétricas organizadas, em limites bem diferentes de freqüências, como as ondas cerebrais, podem igualmente ser influenciadas não-termicamente por campos externos, cujas modulações de amplitude contêm elementos de freqüências similares. Portanto, por exemplo, um aumento atrasado na densidade de potência espectral (particularmente na faixa alfa) tem sido confirmado no EEG desperto de adultos expostos à radiação de um telefone móvel, enquanto que no caso de sujeitos adormecidos, descobriu-se que o estágio do sono REM encurtou (com possíveis efeitos adversos no aprendizado), durante o qual a densidade da potência da faixa alfa novamente aumenta; além disso, a exposição à radiação de telefones móveis causa um significativo decréscimo nos potenciais preparatórios lentos em certas regiões do cérebro.
Outras repercussões não-térmicas da exposição à radiação de telefones incluem efeitos na pressão sangüínea humana, depressão severa das respostas imunológicas e endócrinas de pintinhos e da eficiência da citotoxidez de linfócitos, aumento da permeabilidade da barreira de sangue no cérebro e da membrana de eritrócitos, resultando, no último caso, em perda de hemoglobina, e aumento no eflúvio de cálcio a partir do tecido cerebral. Além disso, há efeitos envolvendo outros aspectos da eletroquímica cerebral, como do sistema dopamina-opiáceo – o qual, junto com a barreira de sangue parece estar envolvido em cefaléias – influência (em conjunção com certas drogas) na atividade epiléptica, e mais dramaticamente, uma significativa elevação na mortalidade de embriões de galinha.
Para finalizar, há relatos de aumento no número de aberrações cromossômicas em linfócitos humanos, assim como de quebras duplas e simples de filamentos no DNA (*****) de células do cérebro de ratos (provavelmente devidos a uma inibição de reparo induzida-por-radição, ao invés de um aumento no número de quebras per si) sob irradiação de microondas, em densidades potenciais comparáveis àquelas observadas quando do uso de um telefone móvel de mão; além disso, há também um relato de aumento na promoção de certos cânceres (particularmente, linfomas-B) em ratos que foram geneticamente desenvolvidos para apresentarem uma predisposição ao desenvolvimento de câncer.
Embora a densidade potencial da radiação usada nesses experimentos seja tipicamente aquela associada com telefones móveis de mão, e portanto muito maior do que a encontrada publicamente em áreas na vizinhança de uma estação base, o conteúdo de informação da radiação emitida pela última é a mesma; por conseguinte, esses resultados não são irrelevantes ao levar-se em consideração os potenciais efeitos adversos associados à exposição crônica da radiação proveniente de estações bases. Na verdade há casos onde a resposta do sistema biológico é mais aguda , ou até aumenta, à medida que a densidade de potência irradiante diminui – possivelmente devido a um correspondente decréscimo das influências térmicas, que em intensidades mais elevadas tendem a mascarar (e eventualmente eliminar) quaisquer efeitos não-térmicos (contra-térmicos).
Deve ser enfatizado que as dificuldades experimentais encontradas em tentativas independentes de reprodução desses achados não são inesperadas, mas na verdade refletem a não-unicidade da resposta dos organismos vivos mencionados acima. Deve ser reconhecido não apenas que esses experimentos são extremamente difíceis em si mesmos, como também que o número relativamente grande de variáveis envolvido na caracterização completa de um ser vivo, e a existência de ‘janelas’ de freqüência e intensidade, já mencionadas (sem falar no caos determinístico), agem ambas contra a criação de condições idênticas necessárias para garantir a reprodutibilidade. Em muitos casos, resultados positivos foram obtidos, com consideráveis paciência e esforço, depois de inúmeras falhas iniciais. Já que as probabilidades estão tão dispostas contra um resultado positivo, a obtenção de ao menos um deve ser considerada deveras significativa.
(*****) Evidência independente de que o DNA é o alvo definitivo de irradiações ultra-fracas de microondas é encontrada em experimentos recentes em E. Coli.
12. Em terceiro lugar, dadas as formas como essa radiação pode afetar uma grande diversidade de funções cerebrais, certamente não é coincidência que problemas relatados por usuários de telefones móveis e por pessoas que vivem na vizinhança imediata de estações bases associadas a estes aparelhos – assim como pais de crianças que estudam em escolas próximas das quais ou dentro de cujas propriedades há uma torre – são (exceto sangramento de narinas em algumas crianças de idade escolar ou torções musculares relatados por alguns adultos) predominantemente de natureza neurológica, tais como enxaquecas, perturbações do sono (insônia), síndrome de fadiga crônica (CFS), prejuízo da memória de curto prazo (associado a dificuldades de aprendizagem), estado de ansiedade, etc., e um aumento de crises em crianças com um histórico de epilepsia.
No caso de uma específica criança epilética que morava próxima da estação base, um significativo aumento na freqüência de ataques epilépticos foi encontrado. Antes da instalação de uma torre de uma companhia de telefone celular perto de sua casa, a menina estava sofrendo, em média, 2 ataques epilépticos por mês; agora, com a torre instalada e em constante funcionamento, ela tem tido até 8 crises por dia! O mais significativo é que quando, sem ela ou sua família notarem, a torre pára de operar (ou quando a menina é retirada da vizinhança da torre) sua condição melhora dramaticamente, mas logo piora quando ela se aproxima novamente.
(Reversibilidades semelhantes geralmente acontecem caracterizando outras reclamações; como, por exemplo, dores de cabeça e sangramento de narinas, que afetam crianças em idade escolar, mas que logo desaparecem uma vez que retornam para suas casas, onde elas não mais estão na vizinhança de uma torres). Por outro lado, no caso de uma mulher adulta, sem história de epilepsia nela ou em sua família, um certo número de ataques do Grande Mal tem sido sofridos, imediatamente após uso intensivo de um telefone celular. O que é mais chocante e escandaloso, por um ponto de vista bem apurado, é que a maioria desses sintomas tem sido conhecidos – através de experiências nas quais a radiação tem característica em comum com as usadas na telefonia móvel – por mais de 25 anos, mas têm sido estudadamente ignorados, provavelmente por causa do impacto negativo que sua revelação traria, sem qualquer dúvida, para o mercado em crescimento e ao desenvolvimento de produtos da telefonia celular. É interessante, neste contexto, mencionar um trecho publicado no Relatório da Agência de Inteligência e Defesa dos Estados Unidos sobre uma pesquisa contemporânea soviética, sobre os efeitos biológicos de radiação de microondas de baixa intensidade, datando de 1976: “…Se as nações ocidentais mais avançadas forem rigorosas na imposição de severos padrões de exposição, poderia haver efeitos desfavoráveis nas funções industriais e militares.”
É algumas vezes irônico que, em tempos recentes, os russos – que foram os primeiros a descobrir a existência de bioefeitos não-térmicos e com freqüência específica induzidos por radiação de microondas (com intensidades variando entre aquelas encontradas ao se usar um telefone celular e as percebidas a centenas de metros de distância de uma estação base) e a possibilidade associada de provocar efeitos adversos efeitos à saúde humana – tem afrouxado, de alguma forma, os seus limites permitidos de exposição (os quais eram, originalmente, 1000 vezes mais severos que os do Ocidente), e estão ( juntamente com a China) atualmente sendo encorajados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a participar de um programa global de “harmonização”, cuja implementação iria, obviamente, no futuro, facilitar o crescimento do mercado.
13- Em quarto lugar, a evidência epidemiológica de que a radiação coerente de intensidade comparável àquela encontrada nos arredores de uma estação base (apesar das freqüências um tanto mais baixas) tem um impacto adverso sobre a população exposta a ela pode ser encontrada nos estudos realizados nas proximidades das instalações de radares em Skrunda (Letônia) e de rádio-transmissores de ondas curtas em Schwarzenburg (Suíça). Esta última operava (em modo CW) em freqüências entre 3 e 30 MHz.
Após muitos anos de queixas da população local, a Universidade de Berna pesquisou o assunto em 1995, chegando a resultados que revelavam estatisticamente efeitos significativos sobre a saúde e o bem-estar dessas pessoas, conforme o grau de exposição. Níveis de 0.4nW/cm2, em média, causavam efeitos adversos sobre o sono e a aprendizagem. Algum tempo depois, quando – sem que a população tivesse sido informada – o transmissor deixou de funcionar por alguns dias, a qualidade do sono melhorou sensivelmente e, durante as noites desse período, o nível de melatonina no gado (que também teve interrompida sua exposição à radiação) atingiu picos significativos. Não existem motivos para a suposição de que os níveis noturnos de melatonina em seres humanos se comportem de modo diferente, o que leva a crer que também se reduzissem quando o transmissor estava em operação.
Sabendo-se que os picos noturnos de melatonina estão associados à qualidade do sono, é compreensível a queixa da população quanto à baixa dessa qualidade. Experiências de laboratório apontam para implicações ainda mais sérias da redução noturna de melatonina, relacionando essa situação a certos tipos de câncer, entre eles o de mama. As transmissões cessaram em 1997, e o transmissor foi desmontado no ano seguinte. É possível que haja alguma ligação entre essas conclusões e a proposta em estudos pelo Governo Federal Suíço de limitar a exposição da população a 4.5mW/cm2 (9mW/cm2) em 900MHz (1800MHz).
Mas a situação gerada pela instalação do radar de Skrunda (cujos arredores foram descritos como um “”laboratório vivo”" – sendo o grupo de controle constituído pelas pessoas que viviam além do alcance do sinal) é especialmente importante para a avaliação dos possíveis efeitos a longo prazo sobre quem vive próximo de uma estação base, por causa da natureza pulsátil das emissões nos dois casos, embora as freqüências portadoras e as características do pulso sejam um tanto diferentes – o radar operando entre 152-162MHz, com duração de pulso e freqüência de repetição de 8ms e 24.4Hz, respectivamente.
Aqui, é fundamental notar que é a freqüência de repetição do pulso (e não sua ‘pontuação’ de baixa freqüência, como no caso de GSM) que atua em uma gama de freqüência neurologicamente importante – especificamente a da atividade de ondas cerebrais beta. As pesquisas foram bastante diversificadas, e não se restringiram a seres humanos. As conclusões, que ocupam um número inteiro da publicação Science of the Total Environment, incluem relatos de:
I) Baixo desenvolvimento da memória e da concentração da atenção (bem como redução na resistência do sistema neuromuscular) nas crianças vivendo em um raio de 20km da instalação, expostas a uma intensidade máxima de 0.0028mW/cm2 .
II) Redução do crescimento radial de pinheiros expostos a 0.0028mW/cm2 a uma distância de 4km a partir da data do início da operação da instalação.
III) Alteração nos cromossomos e na reprodução de plantas distantes 2km da instalação, onde o campo variava entre 0.095 – 1.79mW/cm2 .
IV) Uma incidência seis vezes maior de alterações nos cromossomos de vacas sujeitas a uma exposição máxima aproximada de 0.1mW/cm2 .
(As intensidades de campo citadas são calculadas com base em informações sobre a intensidade do campo elétrico em função da distância da instalação do radar encontradas em uma das matérias da publicação referida acima.)
A última observação é especialmente interessante, à luz de relatos posteriores quanto a efeitos adversos da radiação emitida por estações bases sobre o gado (estando todos os animais alinhados, voltados na direção contrária à torre). Esses relatos incluem redução significativa na produção de leite, perda de peso, abortos espontâneos e nascimento de crias mortas. O mais significativo é que, levados para pastos mais afastados da torre, esses animais apresentaram uma drástica melhora em suas condições, mas voltaram à situação anterior quando trazidos de volta! Existem também indícios de que o sistema imunológico de cães domésticos sofreu efeitos adversos, novamente reversíveis. Para completar, foi observada uma diminuição na população de pássaros a partir da instalação da torre.
Como as freqüências das portadoras usadas em telefonia móvel GSM estão na faixa de microondas de alta freqüência à qual os organismos vivos têm uma especial sensibilidade (conforme foi explicado nos parágrafos 7 & 10) e os pulsos GSM são muito mais agressivos (a velocidade de repetição de pulsos GSM é quase dez vezes maior que a do radar, e a duração do pulso cerca de 15 vezes menor) além de, como o radar, também terem um formato de baixa freqüência (nesse caso, de 8,34Hz) que tem a possibilidade de interferir sobre a atividade neurológica em freqüências similares (aqui, especificamente, a atividade alfa), é razoável supor que as emissões das estações bases são potencialmente mais perigosas para a saúde do que as das instalações descritas acima. Para confirmar isso, deve-se notar que os efeitos adversos sobre o gado só apareceram depois que a antena de microondas GSM foi instalada em uma torre que antes era utilizada para a transmissão de sinais de rádio e televisão, à qual nunca foram associados problemas de saúde!
Os pré-adolescentes podem ser considerados (potencialmente) em risco porque:
(I) A absorção das microondas usadas na telefonia móvel é muito maior num objeto que tenha, aproximadamente, o tamanho da cabeça de uma criança. (Isto ocorre devido às dimensões lineares típicas da cabeça de uma criança serem praticamente as mesmas do comprimento de onda da radiação de microondas – mais conhecida como ‘ressonância’.)
(II) A atividade das ondas cerebrais de uma criança é menos resistente do que a de um adulto à agressão dos pulsos das microondas (217 por segundo, pontuadas 8,34 vezes por segundo) utilizadas no sistema GSM. Conforme já vimos, a freqüência desse sistema (8,34Hz) se situa na faixa da importante atividade cerebral alfa, que somente se estabiliza por volta dos 11 ou 12 anos.
(III) O sistema imunológico, cuja eficiência é prejudicada pelo tipo de radiação utilizada em telefonia móvel, também é menos resistente na criança, com menor capacidade de ‘enfrentar’ qualquer efeito adverso sobre a saúde que possa ser provocado pela exposição continuada a essa radiação.
Do mesmo modo, os idosos são vulneráveis por pelo menos dois motivos:
(I) Seu sistema imunológico é, em geral, menos resistente.
(II) Costumam fazer uso de medicamentos, alguns dos quais podem aumentar a sensibilidade à radiação das microondas.
14. Tomada individualmente, a evidência de cada um dos quatro setores desta figura poderia até não ser muito convincente, mas quando consideradas em conjunto, surge uma imagem mais interconsistente e coerente, da qual fica claro que a questão dos efeitos não-térmicos bem como suas potencialidades para induzir reações orgânicas adversas do tipo reportado, freqüentemente admitidas anedoticamente – não podem mais responsavelmente ser descartadas como um epifenômeno, mas é de fato uma realidade que não pode ser razoavelmente negada.
Poderia ser enfatizado que a natureza anedótica de muitos dos relatórios de problemas de saúde não constituem fundamentos para considerá-las como fora de controle, como tem sido advogado. Pela dada falta de investimento, atualmente, nos estudos epidemiológicos sistemáticos pertinentes a esta tecnologia recentemente introduzida, tais relatórios são uma fonte de informação indispensável – um ponto reconhecido (relativamente aos aparelhos celulares) no Relatório do Comitê de Seleção Comum, publicado ano passado…
“Evidência anedótica pode servir para direcionar futuras pesquisas. Concordamos com a Real Sociedade do Canadá que a evidência de problemas neurológicos relatados como sendo causados por telefones celulares, incluindo sintomas tais como enxaquecas, náusea, cansaço, insônia e perda de memória não está clara, mas há bastante evidência anedótica e incerteza para justificar futuras pesquisas”.
15. Incidentalmente pode ser observado que a hipersensibilidade do organismo humano à radiação de microondas ultra-fraca em freqüências específicas é comumente realçada pela eficácia terapêutica comprovada de tal radiação quando aplicada sob condições clinicamente controladas, como é feito atualmente na Rússia e na Ucrânia, como forma de farmacologia/acupuntura eletromagnética. A existência de tais efeitos (terapêuticos) positivos torna difícil sustentar a alegação de que tais campos não podem ter o efeito oposto (i.e. bio-negativo) quando aplicado indiscriminadamente – da mesma forma como o efeito terapeuticamente benéfico de entorpecentes não impede a possibilidade de reações alérgicas, ou abuso de drogas!
16. É indispensável que os órgãos reguladores reconheçam que o tipo de radiação usada na telefonia móvel GSM afeta o organismo humano em várias formas não-termais. Dessa forma, séria e urgente atenção pode ser dada ao público protegendo-o contra algum efeito colateral adverso que poderia ser provocado, de modo que os inegáveis benefícios da telecomunicação moderna possam ser aproveitados com um grau mais elevado de segurança do que o atual. Antes disso podem ser feitas, entretanto, mais pesquisas sobre esses efeitos súbitos, não-termais – especificamente:
A. Estudos adicionais no nível de interação primária de microondas ultra-fracas (incluindo as pulsáteis) com organismos vivos – juntamente com linhas previamente estudadas em laboratório, usando formas inferiores de vida para experimentação – com objetivo de obter uma melhor compreensão da habilidade de tal radiação (de baixa intensidade) para influenciar, não-termicamente, processos biológicos tanto em nível celular quanto em nível sub-celular, focando, por exemplo, a magnitude da intensidade limiar (sub-térmica) e duração da irradiação necessária para conseguir o “início” de vários processos, e a dependência que esses processos tenham da freqüência da radiação. Além disso, ainda há muito para ser aprendido sobre a influência não-térmica de diferentes frequências portadoras, todas moduladas na mesma ELF.
B. Muitos estudos fisiológicos são necessários, para estabelecer a natureza e extensão de quaisquer efeitos adversos à saúde humana provocados pela influência não-térmica primária da radiação ultra-fraca nos organismos vivos, incluindo possíveis efeitos sinérgicos entre radiação de microondas e certas drogas psicoativas prescritas, e certos causadores de tumores, como Phorbol Ester .
17. Nesse meio tempo, vários planos de ação podem ser identificados que poderiam melhorar as (desnecessárias) situações de risco atualmente predominantes tanto no caso das estações bases – na vizinhança das quais há pessoas que são continuamente (e involuntariamente) submetidas à total exposição corporal sob condições de campos distantes [1] – como no caso de usuários de telefones celulares, que se expõem voluntariamente – de uma maneira bastante concentrada em condições de campos locais [1](na qual a decomposição de energia é largamente via componente magnético) – a emissões muito mais altas, mas por períodos de tempo (relativamente) mais curtos.
(1) Nota dos tradutores:
campo distante = campo de radiação afastado, fora do raio de uma antena transmissora.
campo local = campo de radiação próximo, dentro do raio de uma antena transmissora.
18. Estações bases:
(I) Assegure que as forças de campo às quais o público está tão indiscriminadamente e involuntariamente exposto sejam mantidas muito abaixo dos valores dos limiares não-térmicos de mW/cm2 mencionados acima (os quais são 1000 vezes menores do que os níveis termais) — preferivelmente, tão baixos quanto nanowatts/cm2.
Isto irá, é claro, também baixar a energia em cada pulso e pode ser alcançado, colocando-se a antena em torres muito mais altas, ou por introdução de uma zona de exclusão, tal como a de 500 metros recomendada (mas não legalmente imposta) pela Associação de Governos Locais de Nova Gales do Sul (NSW), Austrália. É claro que a altura da torre pode ser negociada com uma extensão da área de exclusão.
Deve-se notar, com relação a NSW, que os limites de segurança lá recomendados (mas, uma vez mais, não legalmente obrigatórios) são os mais restritos do mundo – sendo da ordem de nanowatts/cm2. Comparando, o valor NRPB de 3300 mW/cm2 (a 900MHz) é um milhão de vezes maior! Mais ainda, o valor NRPB é mais do que sete vezes maior que aquele (450mW/cm2) do ICNIRP, que a OMS recomenda, enquanto que a Itália adotou recentemente um valor de 10mW/cm2.
(II) Evite campos desnecessariamente altos em áreas concentradas proibindo construção futura de aglomerados de torres na mesma vizinhança, e exigindo que os aglomerados existentes sejam substituídos por um único torre alta que sirva para várias companhias. Além disso, a distribuição das antenas na torre deve ser tal que a emissão mais alta possível em qualquer direção (levando em conta o tráfego máximo de chamadas) não exceda, em áreas publicamente acessíveis, o valor recomendado acima, da ordem de nanowatts/cm2.
Ao considerar o planejamento urbano de instalações, deve-se dar atenção ao local proposto para uma torre em relação à topografia local, de tal modo a garantir que em um terreno com muitas colinas, por exemplo, não existam moradias, escolas, hospitais ou quaisquer outros edifícios públicos que sejam ocupados por qualquer período apreciável de tempo em nível com a antena de emissão. Particularmente importante em relação a isto, é o grande número de escolas por todo o país (Estados Unidos) que têm uma torre de estação base em seu terreno, ou dando vista dominante para a escola — esta última situação sendo potencialmente mais perigosa, dependendo das localizações. Esforços urgentes devem ser feitos para desativar essas torres na primeira oportunidade e para proibir as indústrias, no futuro, de procurarem as escolas como pontos de instalação. O mesmo se aplica a hospitais – particularmente aqueles com maternidades e/ou enfermarias psiquiátricas – casas de repouso, e quaisquer outros lugares que sejam ocupados a longo prazo pelos mais vulneráveis membros da sociedade.
Com relação ao planejamento urbano, deve ser notado que recentemente descobriu-se em tribunais (Corte de Apelação em Newport vs Secretaria de Estado de Gales, 1998, JPL377, e Comitê de Sursis das Terras do Meio-Oeste, 1998, JPL388) – embora não com relação a estações bases de telefonia móvel – que …
‘O medo e a preocupação do público constituem uma consideração material para planejamento urbano, mesmo se este medo for irracional e sem apoio em evidências.’
Isto com certeza é verdadeiro, forçosamente, quando, como no caso presente, (a) existe alguma evidência de apoio — especialmente supondo que esta evidência é considerada inconclusiva, (b) pesquisas adicionais estão presentemente sendo patrocinadas pela EU e pela OMS, e (c) é impossível provar que não há nenhum risco para a saúde. Nada apavora mais as pessoas do que perigo incerto — mesmo se no final fica mostrado que tal perigo não existe de fato. Na verdade, o estresse e a ansiedade presentes neste meio-tempo (especialmente se prolongados) podem, por si próprios, resultar numa profusão de problemas de saúde; mesmo no caso de que tais problemas não se concretizem, a qualidade de vida terá sido comprometida — pois existe muito mais para uma boa saúde que simplesmente ausência de doença!
(III) Evitação Prudente (ou o Princípio Preventivo) é atualmente a única abordagem aceitável, e para aqueles que acham que Comitês Reguladores não devessem ser jamais criticados, ou se descobrissem apontados como responsáveis por quaisquer efeitos adversos de saúde que podem vir a manifestar-se no futuro; dever-se-ia lembrar que muitos de tais efeitos poderiam muito bem ter um longo período de latência.
Motivo de mais recente preocupação, é a introdução da assim chamada ‘mobília de rua’, uma tecnologia de segunda geração de torres com jeito de poste de lâmpadas, já que eles não estão mais confinados a acomodar somente as instalações microcelulares (para as quais foram originalmente concebidos). Tendo já havido pelo menos duas ocorrências, que eu saiba, nas quais Orange os está usando como suporte de antenas convencionais, emitindo 500 W (EIRP) nos feixes principais; e essas antenas estão niveladas com os quartos residenciais do primeiro andar, a uma a distância de apenas um jardim da frente, ou menos!
Traçar analogias com transmissores de TV e FM numa tentativa de aquietar medos relacionados com emissões por torres de telefones móveis é uma orientação errônea em pelo menos dois aspectos: (I) a natureza das emissões são muito diferentes, não somente com respeito às freqüências (de portadoras), e a diferenças do tipo digital/analógica, mas também com respeito ao arranjo do feixe, (II) existem problemas (incidência de leucemias, em especial) relacionados com alguns destes transmissores.
(IV) Remova do sinal digital quaisquer modulações de baixa freqüência (amplitude) que caiam na faixa das ondas cerebrais humanas. De particular relevância sobre isto é o sistema TETRA recentemente introduzido no Metrô de Londres. Para este a freqüência do pulso de repetição fundamental é de 17 Hz, que está compreendida na faixa das ondas cerebrais beta, e que está próxima daquela na qual a luz visível intermitente pode induzir ataques fotossensíveis de epilepsia. Esta situação é, assim, potencialmente muito mais séria do que aquela que se obtém no caso do sistema GSM, no qual é somente a pontuação de baixa freqüência de 8,34 Hz da freqüência de repetição do pulso fundamental de 217 Hz que cai na faixa das ondas cerebrais (alfa).
19. Aparelhos de telefone celular:
Aqui, deve-se levar em consideração os possíveis efeitos nocivos à saúde, induzidos não apenas pela emissão de radiação de microondas pulsantes, mas também pelos campos magnéticos ELF altamente penetrantes, associados com as freqüentes ondas que potencializam esses pulsos, contra os quais alguns aparelhos comercialmente disponíveis, que pretendem reduzir a emissão de microondas, muito provavelmente asseguram pouca proteção; de fato há algumas indicações recentes, de estudos com animais, que o uso destes dispositivos na verdade exacerba os efeitos nocivos à saúde, tal como é evidenciado por um aumento na mortalidade dos embriões de galinhas, usados nas experiências relatadas.
As seguintes recomendações específicas deveriam merecer sérias considerações:
(I) Evite manter o aparelho (quando estiver ligado) próximo ao corpo – em particular, nas proximidades do coração ou da cintura. Isto é motivado pela reconhecida vulnerabilidade dos marca-passos cardíacos à interferência de emissões de telefones celulares, e por registros de pelo menos três mortes repentinas devidas a câncer do colo entre membros de uma unidade secreta de fiscalização da antiga Polícia Real de Ulster, todos os quais tinham usado rádio ou transmissores de microondas na parte inferior das costas, por períodos prolongados de tempo.
(II) Evite uso prolongado – mantenha a duração das chamadas ao mínimo necessário.
(III) Emita avisos sobre a saúde com os aparelhos, admitindo francamente a possibilidade de efeitos nocivos à saúde em certas pessoas, particularmente aquelas com os sistemas imunológico e termoregulatório comprometidos, aquelas com um histórico de epilepsia e as que estejam sob prescrição de drogas psico-ativas. As crianças exigem uma particular preocupação, pelas razões mencionadas no Parágrafo 13.
Por estas razões, telefones celulares não deveriam ser disponibilizados para crianças pré-adolescentes e o foco irresponsável da Indústria nesta faixa etária particularmente vulnerável deveria ser imediatamente descontinuado.
20. Devemos concluir desta análise que existem muitos indícios de que não apenas certas pessoas, mas também alguns animais, são vulneráveis e podem ser afetados negativamente pelos pulsos da radiação das ondas eletromagnéticas, na intensidade usada na telefonia móvel GSM – uma vulnerabilidade dos organismos vivos consistente com os conhecimentos modernos de biofísica, e portanto não de todo inesperada.
A ocorrência de efeitos adversos à saúde no caso de animais é particularmente significativa, pois indicam que os efeitos são reais e não apenas psicossomáticos – como é muitas vezes argumentado por aqueles que consideram estas radiações de intensidade insuficiente para causar danos.
Mais significativo ainda é o fato que os efeitos adversos à saúde relatados são consistentes com alterações não térmicas que esse tipo de radiação tem no funcionamento neurológico, endocrinológico e imunológico de uma grande variedade de organismos vivos – incluindo o homem. E isto se sabe não só pelas experiências com radiações similares de outras fontes (algumas das quais conhecidas há quase 30 anos), mas também por experiências em laboratório feitas no homem e em animais depois do advento da telefonia móvel. Os resultados destas experiências têm sido publicados na literatura científica mundial, e são aceitos por muitos dos líderes de pesquisas de campo mais expressivos, incluindo os 16 signatários da “Resolução de Vienna”, sobre os possíveis efeitos biológicos à saúde provocados por campos eletromagnéticos de rádio freqüência
O fato das emissões de microondas de uma torre se adequarem por várias ordens de grandeza às recomendações atuais de segurança, não é garantia de uma imunidade a efeitos adversos a saúde, que podem ser provocados por outros aspectos desta radiação, não consideradas nestas normas. Os principais aspectos não considerados se referem a possibilidade de transferencia de informações (ao contrário da transferência de energia) das microondas utilizadas na telefonia móvel para o organismo humano vivo. Esta possibilidade reside no fato que afinal de contas as microondas são na verdade ondas e como tal têm suas propriedades próprias, além da simples intensidade. Primeiro elas possuem uma freqüência nitidamente definida para a qual os organismos vivos e apenas os organismos vivos são particularmente sensíveis de uma maneira não linear, imprevisível; segundo, a natureza pulsada da radiação contém padrões que o cérebro pode reconhecer e responder. Apelar (como o fazem o NRPB e o ICNIRP ) para a falta de garantia do prognóstico – e portanto da impossibilidade de reprodução – para negar (numa tentativa de ressaltar a segurança da radiação, baseado unicamente em aspectos térmicos , que regulam apenas a quantidade de energia absorvida pelo organismo) a realidade da existência de efeitos não térmicos, ou o seu potencial de provocar efeitos deletérios à saúde demonstra uma percepção equivocada da natureza do problema (intrinsecamente não-linear). Assim não nos surpreende ter havido pouco progresso destas procedências, pela sua aderência aos conceitos tradicionais (lineares) de causa e efeito, apesar da afirmativa corajosa e esclarecedora [80] feita há algum tempo por um diretor representante do NRPB :
‘Até recentemente admitíamos que quaisquer efeitos maléficos das microondas eram devidos ao seu efeito térmico, que seria desprezível nas baixas potências usadas em telefonia móvel. Agora estamos menos seguros de que não possam haver outros efeitos.’
Isto é particularmente relevante em relação à emissão das estações bases uma vez que a intensidade (no campo aberto)- que as normas atuais regulam – é suficientemente baixa para causar qualquer aquecimento do corpo. No entanto, como já notado, sabe- se do que radiação desta intensidade é capaz – não só por relatos anedóticos de pessoas que vivem na proximidade de estações bases, e de estudos epidemiológicos dos arredores destas instalações, utilizando radiação de intensidade similar (mas com freqüência um pouco mais baixa) , e que mostraram que as estações bases podem provocar efeitos deletérios à saúde, compatíveis com a sensibilidade não térmica ressaltada acima.
Que a radiação das microondas pode ter outros efeitos além do aquecimento é um fato aceito no contexto da interferência desta radiação com outros elementos eletrônicos, isto é, no conceito da chamada Compatibilidade Eletromagnética. Continuar afirmando que o organismo humano seja imune a uma interferência similar – como o fazem os comitês consultivos estatutários (Statutory Advisory Bodies) que ditam as normas de segurança mostra uma ignorância crassa , não só do papel fundamental que os campos eletromagnéticos podem ter sobre o controle de processos biológicos em vários níveis de organismos vivos, mas também na história do indivíduo.
Devemos notar que a ausência aparente de efeitos que ameacem a vida a curto prazo (isto é, até hoje), provenientes da exposição à radiação de estação base GSM, não é garantia de uma imunidade à exposição crônica em prazo mais longo. Pois a exposição a este tipo de radiação ainda está “nos seus primeiros dias” em comparação com o longo tempo de latência de certos carcinomas que poderiam ser provocados em determinado tipo de pessoas.
Entrementes, não podemos deixar de discutir que para uma qualidade de vida aceitável é necessário mais do que a ausência de doenças terminais. Mesmo os efeitos adversos de uma ameaça não letal podem ter um efeito debilitante e indubitavelmente solapar o bem-estar daqueles afetados e que no caso de crianças pre-adolescentes em particular poderia minar o seu desenvolvimento neurológico e acadêmico.
GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA
CHEFIA DE POLÍCIA CIVIL – SUPERINTENDÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS
POSTO MÉDICO
OFÍCIO N REF MEMO 2158/ 1203-2000
DA: DRA VERA LÚCIA GALVAO ROMANO
AO: DR. ANTÔNIO CARLOS BOTTURA – DR. MARCOS GUIMARÃES CASTELO BRANCO
- CENTRO DE PESQUISAS E DESENVOLVIMENTO DA TELEBRÁS -
Abraços
muito obrigado por compartilhar isso, é verdade. geralmente eles consideram as doses que não dão efeito de imediato mais esquecem o efeito acumulativo
Gostei muito dessas informações. Estoou tentando fazer o tcc nessa area de telefonia movel. Gostaria de saber se posso exclarecer algumas duvidas..
Não é apenas poluição, é uma verdadeira arma
http://www.whale.to/b/remote_mind_control.html
Texto de Stephen Jay Smith, cientista independente que trabalhava com energia livre, assassinado remotamento com o uso de tecnologia psicotrônica
http://www.whale.to/b/steven_j1.html
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